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A
História
Desde
os tempos mais remotos e com a finalidade de representar objetos
inanimados ou em
movimento, o homem vem
desenhando nas
superfícies dos mais diferentes materiais. Nesta atividade,
tão intimamente ligada ao raciocínio, utilizou,
inicialmente, as superfícies daqueles materiais que a
natureza oferecia pratica- mente prontos para seu uso, tais como
paredes rochosas, pedras, ossos, folhas de certas plantas, etc.
Acompanhando o desenvolvimento da inteligência humana,
as representações gráficas foram se tornando
cada vez mais complexas, passando desse modo a significar ideias.
Este desenvolvimento, ao permitir, também, um crescente
domínio da circunstâncias através de utensílios
por eles criados, levou o homem a desenvolver suportes mais adequados
para as representações gráficas. Com esta
finalidade, a história registra o uso de tabletes de barro
cozido, tecidos de fibras diversas, papiros, pergaminhos e, finalmente,
papel.
A maioria dos historiadores
concorda em atribuir a Ts'ai Lun da China a primazia de ter
feito papel por meio da
polpação de redes de pesca e trapos, e mais tarde
usando fibras vegetais. Este processo consistia em um cozimento
forte de fibras, após o que eram batidas e esmagadas.
A pasta obtida pela dispersão das fibras era depurada
e a folha, formada sobre uma peneira feita de juncos delgados
unidos entre si por seda ou crina, era fixada sobre uma armação
de madeira. Conseguia-se formar a folha celulósica sobre
este molde, mediante uma submersão do mesmo na tinta contendo
a dispersão das fibras ou mediante o despejo da certaquantidade
da dispersão sobre o molde ou peneira. Precedia-se a secagem
da folha, comprimindo-a sobre a placa de material poroso ou deixando-a
pendurada ao ar. Os espécimes que chegaram até os
nossos dias provam que o papel feito pelos antigos chineses era
de alta qualidade, que permite, até mesmo, compará-los
ao papel feito atualmente.
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